Economia Criativa: o que é?

Economia Criativa se tornou uma poderosa força de transformação no mundo de hoje, é o que diz o Relatório de Economia Criativa 2013, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). É um dos setores que mais cresce no mundo e que contribui para a economia com geração de emprego e renda.

Economia Criativa – o que é?

Mas o que é Economia Criativa? O conceito só foi estabelecido e ganhou expressão a partir dos anos 2000. Entende-se por Economia Criativa atividades econômicas, modelos de negócio, produtos ou serviços que tenham como “matéria-prima”, insumos primários ou conteúdo simbólico, a criatividade ou o capital intelectual de indivíduos, que interagem com a tecnologia e propriedade intelectual. Essa nova economia tem como foco o potencial individual ou coletivo e suas capacidades de produção de bens e serviços criativos e inovadores.

“O que move a Economia Criativa é a criatividade e a inovação como matéria-prima, portanto, o processo de criação é tão importante quanto o produto final, ou seja, uma cadeia produtiva baseada no conhecimento e capaz de produzir riqueza, gerar empregos e distribuir renda. – Andrea Matarazzo

As atividades que são consideradas da Economia Criativa são do setor de moda, design, artesanato, cultura, tecnologia, jogos, telefonia e diferentes tipos de uso da internet. Porém, há de se considerar que existem outras atividades que ainda não foram englobadas no conceito de Economia Criativa.

“Uma boa ideia pode render muito mais frutos que um investimento caríssimo, tanto que a economia criativa foi um dos únicos setores poupados pelas últimas crises financeiras globais.” –  Anuário do DF, Cultura e Economia  

Artesanato brasileiro Artesanato brasileiro: identidade de um povo e também produto de exportação.

Ranking mundial

De acordo com o relatório, já citado acima de 2013, a Economia Criativa movimentou cerca de US$ 624 bilhões (2011) , além de ter impulsionado as exportações, em países em desenvolvimento, com um aumento de 12,1%. A Economia Criativa representa, nessa mesma publicação, em média 5,2% do PIB em 40 países pesquisados.

Ranking nacional

Estima-se que Economia Criativa formal represente entre 1,2% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e aproximadamente 2% da mão de obra e 2,5% da massa salarial formal, de acordo com o estudo (2013) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea.

Rio Chair Trio Rio Chair Trio, um exemplo da excelência do Design Brasileiro[/caption]

Pesquisas sobre economia criativa

Outra pesquisa, feita em 2011, mostra um número ainda maior, de 2,7% do PIB, o estudo foi realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O resultado coloca o Brasil entre os maiores produtores de criatividade do mundo, na frente de países como Espanha, Itália e Holanda.

“O Brasil precisa começar a concentrar sua atenção para promover o desenvolvimento do que é criativo e inovador. Há uma riqueza tamanha de produção de bens e de serviços que se utilizam da cultura, do intelecto, das tradições locais, mas que não são reconhecidos como atividades econômicas e, portanto, não entram na conta do Produto Interno Bruto” – Fecomércio – DF

Uma outra pesquisa interna a ser considerada foi realizada pela Fecomércio São Paulo, levando em conta características socioeconômicas das cidades, a capacidade das populações em fabricar artefatos têxteis e tapeçaria, desenvolver programas de computador, abrir agências de comunicação, produzir espaços e peças cênicas e outros tipos de frentes artísticas. Denominado Índice de Criatividade das Cidades, nesse estudo, descobriu-se as principais capitais que estão despontando com a Economia Criativa, tais como, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte.

economia criativa

No Distrito Federal, a Economia Criativa emprega 22 mil profissionais, ou seja, 1,5% da mão de obra formal (mas podemos também lembrar da parte e grande maioria informal). Os salários médios pagos nesse setor aumentaram 16% entre 2006 e 2013. O estudo foi feito pela Codeplan.

“Por causa do alto poder aquisitivo dos brasilienses, da criatividade e da boa formação dos profissionais, o Distrito Federal é o lugar do país com maior capacidade de atrair e reter talentos criativos.” – Anuário do DF

Secretaria da Economia Criativa

Devido ao potencial de crescimento da economia criativa no Brasil, foi implantada em 2011 a Secretaria da Economia Criativa sob o comando do Ministério da Cultura. Sua missão é conduzir a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas para o desenvolvimento local e regional, priorizando o apoio e o fomento aos profissionais e aos micro e pequenos empreendimentos criativos brasileiros.

Sem dúvida, a Economia Criativa é um fenômeno mundial que não se pode ignorar, pelo contrário, é um setor que precisa de mais fomento e formalização.

 

Saiba mais: 

IPEA
UNESCO
MINC – Secretaria de Economia Criativa

Foto destaque: Moda Apoena (Brasil Pop)

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Danilo Colombo
Formado em publicidade e propaganda, apaixonado pelo mundo digital, startups, growth hacking e empreendedorismo. Quando não está pensando sobre negócios, gosta de passar o tempo com sua família. Atualmente é Head of Marketing da PDVend.

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