Boleto registrado 2018: Todas as informações sobre a nova regra

O Boleto registrado entra em vigor para qualquer valor em setembro de 2018.

A adaptação ao cronograma vem acontecendo gradualmente desde janeiro, de acordo com as regras da Febraban – Federação Brasileira de Bancos.

Segundo a entidade, a nova plataforma da cobrança é um sistema para modernizar o processo de liquidação dos boletos bancários.

Segundo a Febraban, o sistema conta com mecanismos que trazem mais controle e segurança a esse meio de pagamento.

Isso visa garantir mais confiabilidade e comodidade aos usuários.

O cronograma vem sendo cumprido nas seguintes datas:

  • 24 de março – R$ 800 ou mais
  • 26 de maio – R$ 400 ou mais
  • 21 de julho – R$ 0,01 ou mais
  • 22 de setembro – Qualquer valor e tipo de documento

Boleto registrado e não-registrado: Quais as diferenças?

Existem dois tipos de boletos que recebem ou não registro junto ao banco.

O boleto avulso é o documento que recebe apenas uma parcela única em uma operação sem periodicidade.

Já o carnê, como é conhecido, é uma sequência de boletos que representa as prestações de uma compra ou assinatura de cobrança recorrente.

Vamos entender quais as diferenças entre boletos.

Boletos simples

Os boletos simples não necessitavam de controle de dados junto à instituição bancaria.

Ou seja, a empresa cedente fazia a emissão e o banco não era informado sobre quem realizaria o pagamento.

Esse tipo de emissão também dispensa valores e data de vencimento.

Ainda que a flexibilidade seja um ponto positivo nessa modalidade, fica difícil o controle de quem vende.

Os bancos só cobram pelos boletos compensados, ou seja, se o cliente desistir da compra, o emissor não arca com despesas.

A grande desvantagem é justamente a falta de controle sobre a cobrança.

Mesmo que possam ser cobrados juros e multas por atraso, penalidades não podem ser aplicadas pela falta de quitação.

Essa situação piora se a empresa não integra seu sistema de recebimentos.

Dependendo do volume de movimentação, esse controle manual fica praticamente impossível.

Outro ponto negativo, desta vez para o sacado, é que a falta de dados aumenta o risco de fraudes e cobranças indevidas.

Boleto registrados

O boleto registrado faz tudo o que o boleto simples faz ser facultativo.

Começando pela identificação do recebedor juntamente com o CPF ou CNPJ do pagador ou sacado.

Além disso, o documento registra o valor e a data de vencimento.

O processo de emissão acaba mudando pouco na prática, já que um arquivo também é gerado e enviado automaticamente ao banco.

O ponto positivo do Boleto registrado é justamente o controle sobre a emissão.

Nesta modalidade, fica simples a empresa controlar os pagamentos e as datas desses recebimentos.

O protesto do título também é uma vantagem para o emissor.

Caso o produto tenha sido entregue ou o serviço executado, se o cliente não efetuo o pagamento, abre-se essa possibilidade.

O ponto negativo é o custo.

Quem emite boleto registrado está sujeito a mais taxas, o que encarece a operação final.

Motivação das novas regras

Segundo a Febraban, foram duas as principais motivações para as novas regras na emissão dos boletos.

A primeira foi a modernização, pois a antiga plataforma estava em vigor desde os anos 90.

Nesta época, foi quando código de barras passou a fazer parte do documento para que o pagamento pudesse ser feito em qualquer banco.

O segundo e talvez o mais importante, seria o alto número de fraudes envolvendo os documentos.

O não registro de boletos elevou consideravelmente esse tipo de golpe, trazendo inúmeros prejuízos.

Ao longo de mais de 20 anos, é natural a mudança no sistema financeiro do país.

Ao que tudo indica, as mudanças não irão parar nesta transição do Boleto registrado.

Acredita-se que o boleto impresso como conhecemos seja extinto para dar lugar aos digitais.

Mais facilidades

Um dos maiores convenientes da mudança será a possibilidade de o boleto ser pago em qualquer agência bancaria mesmo depois do vencimento.

Também serão reduzidos os números de inconsistências nos dados, evitando a duplicidade de pagamentos e permitindo a identificação do CPF do pagador.

Como dissemos acima, facilitará o rastreamento de pagamentos e reduzirá o número de fraudes.

Com a nova plataforma de cobranças da Febraban, o sistema de boletos bancários será modernizado e trará mais segurança e agilidade para toda sociedade.

O que mudará no dia a dia?

Com a obrigatoriedade de a empresa emissora registrar os dados do pagador, algumas mudanças acontecerão nesta rotina financeira, como:

  • Aumento de algumas taxas
  • Estornos feitos em caso de dados inconsistentes
  • Juros e multas seguirão padrões dos bancos
  • Edições deverão ser registradas ao banco

 Resumindo todos os benefícios

Confira o resumo dos benefícios da mudança para os emissores:

  • Melhoria na capilaridade e possibilidade de recebimentos;
  • Melhoria no ambiente de crédito;
  • Redução das fraudes de emissão de boletos;
  • Redução das inconsistências nos pagamentos;
  • Mitigação dos erros de cálculos de multas e de encargos por atraso;
  • Fim da necessidade da emissão da 2ª via do boleto;

Benefícios aos pagadores

  • Cliente visualizará todos os seus boletos de forma eletrônica;
  • Possibilidade de pagamento de boleto vencido em qualquer canal de recebimento do Banco;
  • Ainda mais segurança no pagamento, com duplo controle contra as fraudes;
  • Garantia da diferenciação do boleto de cobrança do boleto de proposta;
  • Redução de inconsistências de pagamento (e pagamento em duplicidade);
  • Fim da necessidade da emissão da 2ª via do boleto para pagamento.

Até setembro, tanto o emissor quanto o pagador devem se adaptar ao novo sistema.

Quanto antes ambos se adequarem, menos problema enfrentarão, já que a mudança visa benefícios aos dois lados.

Nessa fase do Boleto registrado, o emissor terá garantias e responsabilidades ao cadastrar os dados corretos do pagador.

Por sua vez, o pagador também terá garantias contra fraudes e que atualmente acabam sendo comuns.

Acesse a cartilha de orientação à mudança, disponibilizada pela Febraban, para desvendar todas as possíveis dúvidas.

É só acessar aqui.

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Danilo Colombo
Formado em publicidade e propaganda, apaixonado pelo mundo digital, startups, growth hacking e empreendedorismo. Quando não está pensando sobre negócios, gosta de passar o tempo com sua família. Atualmente é Head of Marketing da PDVend.

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