O futuro já começou: conheça as Cidades Inteligentes

Todo mundo certamente já viu ou pelo menos ouviu falar do desenho animado Os Jetsons. O desenho foi desenvolvido pelos estúdios da Hanna-Barbera no início dos anos 1960. Pois bem, nele éramos introduzidos ao cotidiano de uma família que vivia num futuro em meio a carros voadores, robôs faxineiros e comida em forma de pílulas. O futuro chegou e… bem nada disso aconteceu (ainda). Mas e se eu te dissesse que esse futuro que imaginávamos que ia acontecer tomou um rumo diferente? Nada de carros voadores aqui, conheça as cidades inteligentes.

Em um mundo que consome cada vez mais e nem sempre há o descarte devido e aproveitamento daquilo que foi utilizado. A busca por meios que tragam maior qualidade de vida a todos os envolvidos é constante. Sabendo disso, inúmeros governos têm cada vez mais se unido a startups e empresas que possuam soluções transformadoras. Assim, tem início a criação das cidades inteligentes.

Mais que uma mera cidade

As smart cities, ou cidades inteligentes, são centros urbanos cuja tecnologia aliada à inovação propicia melhorias para a vida de seus habitantes. Nessas cidades são avaliadas as maneiras em que o uso da tecnologia pode se tornar benéfico para a população. Processos como a administração e coleta seletiva de dejetos, a mobilidade dos meios de transporte e a acessibilidade de todos, tudo é pensado para aumentar a qualidade de vida dos que ocupam essas cidades inteligentes.

Como funciona o coração de uma cidade inteligente

Ao contrário do que se pode pensar, nem toda cidade inteligente nasce inovadora. Muitas vezes, o aumento do acesso à tecnologia e da aliança entre empresas e governos fazem com que nasçam as supostas cidades. Tudo graças à Data Science. A Data Science nada mais é do que uma área da estatística cujo foco é o desenvolvimento, a análise e a gestão de dados coletados. Com esses dados em mãos são obtidas as melhores respostas possíveis para as perguntas que forem feitas.

Por meio da coleta de informações é possível encontrar a raiz de cada problema e assim entendê-los e buscar soluções. A partir do momento em que se entende quais são os ofensores, se tem em mente quais respostas podem resolver os problemas com economia de recursos e com o que se tem em mãos. Essa é a premissa de uma cidade inteligente.

Cidade inteligente tupiniquim

Engana-se quem pensa que esse conceito de cidade inteligente é coisa apenas de países desenvolvidos. Aqui em nosso país já temos cidades que trabalham com a premissa de trazer benefícios para seus habitantes. Da mesma forma também já existem espaços previamente pensados desde a planta para fornecer esse objetivo. Pequenas iniciativas, como o uso de aplicativos para visualização de documentos digitais ou pontos de aluguel de bicicleta por sistema automatizado já contam.

Cidades como São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Florianópolis, Vitória, Belo Horizonte, Campinas e Palmas figuram no ranking Connected Smart Cities. Trata-se de uma pesquisa que analisa cidades de todo o Brasil que possuem maior potencial de crescimento e desenvolvimento e as classifica em um ranking. Esse ranking observa como essas cidades se saem em 11 setores diferentes. Entre eles: mobilidade, educação, empreendedorismo, saúde e segurança. Além disso, há também um evento anual de mesmo nome em que são realizadas discussões e análises sobre o assunto.

Mais que isso, o Brasil possui projetos de cidades inteligentes que foram desenvolvidas do zero. São os casos das cidades de Pedra Branca, em Santa Catarina e Smart City Laguna, no Ceará.

Pedra Branca

Com uma média de oito mil habitantes, trata-se de uma cidade-bairro localizada no município de Palhoça, em Florianópolis. A cidade nasceu com o objetivo de ser um ambiente capaz de fornecer tudo que seus cidadãos precisam para viver ao alcance de uma caminhada: lazer, educação, comércio, segurança. Com projetos de expansão, a cidade inteligente conta com uma universidade e empresas em seu território e tem pretensões de habitar uma população em torno de 40 mil moradores.

Smart City Laguna

Sustentabilidade e a facilidade da acessibilidade estão nos objetivos da smart city social. Ela prioriza e facilita a locomoção de seus habitantes por meio de bicicletas e a pé. Localizada em Croatá, a cidade conta com um aplicativo oficial. Através dele é possível acionar socorro, ficar por dentro da disponibilidade de ofertas de emprego, obter informações sobre eventos entre outros recursos. Com isso, é possível conectar tanto os habitantes entre si quanto com a cidade. Além disso, todo o projeto arquitetônico da cidade é pensado para levar segurança, acessibilidade e a preservação do meio ambiente em que ela está inserida.

Podemos ver que há iniciativas de contornar problemas que são tão comuns em grandes cidades partindo de pequenas cidades inteligentes. Cidades que aprenderam com as falhas alheias de habitação e transcenderam de forma inteligente esses problemas.

Queremos saber a sua opinião sobre essas cidades. Você acha que elas são o futuro? Conhece algum case de outra cidade inteligente? Compartilhe seu depoimento nos comentários, e muito obrigado por ler até aqui! Até a próxima!

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Danilo Colombo
Formado em publicidade e propaganda, apaixonado pelo mundo digital, startups, growth hacking e empreendedorismo. Quando não está pensando sobre negócios, gosta de passar o tempo com sua família. Atualmente é Head of Marketing da PDVend.

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