Impressora Fiscal ou SAT: qual a melhor opção para minha loja?

Se você é novo no varejo pode estar com uma grande dúvida: impressora fiscal ou SAT, qual comprar? Saiba que essa dúvida é normal. As Secretarias da Fazenda Estaduais (SEFAZ) ajudam na confusão. Nos anos 90, os estados brasileiros fizeram um convênio padronizando o uso da impressora fiscal para emissão de cupons de venda. A padronização durou até 2012.

Mas a partir desse ano, cada estado começou a trabalhar com forma diferente de fazer. E aí as dúvidas podem surgir… Confira no artigo de hoje qual é a melhor opção para o seu negócio!

Em qual estado você mora?

Se você mora no estado de São Paulosaiba que a impressora fiscal não pode ser mais usada. Você tem duas opções. São elas:

  • Utilizar o SAT conectado com uma impressora não fiscal.
  • Utilizar a NFC-e (Nota Fiscal Eletrônica do Consumidor) e ter um equipamento SAT para contingência.

A NFCe depende mais do software do que de equipamentos. Nesse processo, o envio dos cupons fiscais é feito através do software. Logo, a impressora não fiscal apenas faz a emissão do cupom para o cliente. Funciona assim em todos os estados.

Agora, se você é um varejista de Santa Catarina é obrigatório o uso da Impressora Fiscal Conectada. Santa Catarina é o único estado brasileiro que o uso de impressora fiscal continua com a exigência.

A partir de outubro, o Ceará adotou o uso do MFe, uma espécie de SAT que deve ser conectado a uma impressora não fiscal.

Quando usar uma impressora fiscal?

A impressora fiscal era um verdadeiro trambolho e foi se aperfeiçoando com o passar dos anos e diminuindo seu tamanho. Mas ela está sendo substituída pelo SAT ou pela NFC-e, dependendo da decisão de cada estado.

Por muitos anos, a impressora fiscal foi a principal responsável por emitir cupons fiscais e ainda hoje está presente em muitos estabelecimentos brasileiros. Ela também fazia o controle fiscal de interesse do fisco e tinha regras estabelecidas na legislação do ICMS. Mas hoje ela já não é mais tão indispensável assim.

Quando usar o SAT Fiscal?

O SAT é uma criação da SEFAZ de São Paulo. Ele começou a ser projetado em 2008 e em 2010 teve a sua primeira lei publicada. O aparelho que serve para autenticar as vendas feitas ao consumidor final e surgiu para substituir a Impressora Fiscal.

Ao realizar uma venda, antes dela ser concluída o varejista deve enviar um arquivo contendo todas as informações sobre a transação para um hardware que irá autorizar (ou não) a conclusão da operação. Você deve estar se perguntando: mas qual é a diferença entre o SAT e a NFC? Pois bem, o SAT não depende da conexão com a internet o tempo todo. Ele consegue armazenar as informações localmente e enviá-las periodicamente ao fisco quando tiver conexão com a internet.

As impressoras fiscais possibilitam que o varejista envie as informações ao fisco até o dia 19 do mês subsequente ao da compra. Já o SAT, além de ter a transmissão automática, ele também possibilita aos consumidores a localização do documento fiscal no programa da Nota Fiscal Paulista mais rapidamente.  Com isso, o Fisco prevê coibir a emissão de documentos sem validade fiscal.

O SAT não é um programa. É um equipamento que gera e autentica, por meio de Certificado Digital próprio. Ele não possui impressora integrada.

Devo usar impressora fiscal ou SAT?

De julho de 2015 até janeiro de 2018, o SAT foi sendo implantado em fases. Ou seja, janeiro deste ano foi a data limite de migração para o SAT.  Confira abaixo o cronograma com as datas de implementação de cada etapa:

  • 01/10/2015 – Emissor de Cupom Fiscal (ECFs) com mais de cinco anos da primeira lacração foram trocados pelo SAT.
  • 01/01/2016 – Estabelecimentos que faturaram 100 mil ou mais no ano anterior.
  • 01/01/2017 – Estabelecimentos que faturaram 80 mil ou mais no ano anterior.
  • 01/01/2018 – Estabelecimentos que faturaram 60 mil ou mais no ano anterior.

Gostou deste artigo? De qual estado você é? Tiramos suas dúvidas sobre o uso da impressora fiscal ou SAT? Deixe sua mensagem nos comentários. Até a próxima!

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Anna Bella Bernardes
Jornalista formada pela PUC Minas e pós-graduada em comunicação e marketing pela Universidade de São Paulo. Com 7 anos de experiência na área de comunicação, desde 2015 atua com marketing de conteúdo, SEO e inbound marketing.

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